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Eletrobras: Acordo do Governo Atraí Críticas e Protestos

Pilar Olivares/Reuters

Funcionários denunciam traição à soberania nacional em nota

O futuro da Eletrobras está sob intenso debate! Trabalhadores da companhia privatizada se manifestam contra um acordo que, segundo eles, compromete a soberania do Brasil e a influencia do governo na gestão da estatal.

A Associação Nacional dos Empregados da Eletrobras (Aeel) não poupou críticas ao acordo que será protocolado pelo governo federal com a Eletrobras, a qual considera uma verdadeira “traição nacional”. Essa posição foi divulgada em uma nota oficial na quarta-feira, 5 de março.

O pacto, que será apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) até esta quinta-feira, 6, é alvo de grande polêmica. A associação questiona os termos que garantem apenas três assentos para o governo no Conselho de Administração da Eletrobras, enquanto mantêm a representatividade reduzida da União em outras esferas. Atualmente, mesmo com 43% das ações, o governo possui apenas 10% dos votos nas assembleias.

Esse aspecto é preocupante, já que o Conselho de Administração, eleito pelos acionistas, é responsável por decisões cruciais e pela definição dos diretores executivos. O poder de voto na assembleia, vital para influenciar os rumos da companhia, ficou de fora da negociação.

A Aeel declarou que os cargos no conselho serão meramente decorativos e não terão influência significativa nas decisões da Eletrobras, apesar de estarem ligados a compensações financeiras substanciais.

Acordos adicionais também imergem em controvérsias, como a possível retirada da Eletrobras da Eletronuclear, responsável pelas usinas de Angra 1, 2 e 3. O que está em jogo é a conclusão das obras de Angra 3, que ainda está em discussão e pode ficar nas mãos do STF, já que o governo e a empresa não chegaram a um consenso.

Segundo a nota da Aeel, o peso financeiro da conclusão dessas usinas recaíra diretamente sobre o governo e sobre nós, cidadãos brasileiros, que teremos que arcar com mais de R$ 30 bilhões para a modernização dessas instalações. Desta forma, a Eletrobras, que deveria dividir essa responsabilidade, se verá dispensada de contribuir.

Essa situação levanta questões sérias sobre a saúde da nossa democracia e o futuro da energia no Brasil. É imperativo que a sociedade civil e as entidades representativas continuem a questionar e a debater sobre as diretrizes que moldam o que deveria ser um patrimônio nacional.

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