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Faltas de vereadores em Manaus levantam questões de responsabilidade

Mauro Pereira/CMM

Levantamento revela alto índice de faltas justificadas entre parlamentares

A Câmara Municipal de Manaus está em foco após um levantamento que expõe a frequência das ausências de seus vereadores entre fevereiro de 2023 e setembro de 2024. A análise indica que 39 parlamentares registraram faltas justificadas, levantando preocupações sobre a responsabilização dos representantes eleitos e a necessidade de uma fiscalização mais funda.

O estudo conduzido pelo Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL) revela que o vereador Joelson Silva (Avante) lidera a lista, com impressionantes 41 faltas no total, 38 delas ocorrendo apenas em 2023. Logo atrás estão David Reis (Avante) e Allan Campelo (Podemos), ambos com 37 e 33 faltas, respectivamente. Essa situação expõe a fragilidade dos mecanismos de controle sobre a atuação dos nossos representantes e gera um debate necessário sobre a ética no serviço público e a utilização do dinheiro dos impostos pagos pela população.

O cientista político Helso Ribeiro destaca a urgência de uma revisão nas normas relacionadas às ausências, afirmando que a fiscalização é crucial para coibir faltas injustificadas. “Os parlamentares estão lá pagos com dinheiro dos nossos tributos”, enfatiza, lembrando que a participação dos vereadores nas sessões é uma responsabilidade que não pode ser negligenciada.

Из наши исследования, podemos observar que outros 28 vereadores têm menos de 20 faltas, mas a situação ainda é preocupante. Em um momento em que a sociedade exige cada vez mais transparência e responsabilidade de seus representantes, a Câmara Municipal deve rever suas práticas e garantir que as ausências não se tornem uma norma, mas sim uma exceção tratada com rigor.

O levantamento das faltas dos vereadores da Câmara Municipal de Manaus não é apenas um número, mas um reflexo da responsabilidade que os representantes têm com a população. Ao trazer à tona esta discussão, a sociedade tem a oportunidade de exigir mais compromisso e atitude dos seus eleitos. O jornalismo, como ferramenta de transformação, deve continuar a responsabilizar os detentores de cargos públicos e a mobilizar o cidadão em prol de uma política mais transparente.

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